Trigo Limpo Teatro ACERT – 35 Anos a Fabricar Sonhos!

O Trigo Limpo teatro ACERT, desde a sua formação, em 1976, tem desenvolvido ao longo do seu percurso — para além de inúmeras criações de sala — uma vertente de criação teatral de rua, eminentemente marcada pela envolvente comunitária do trabalho global da Associação Cultural e Recreativa de Tondela.

Paralelamente ao Judas (espectáculo anual com mais de 200 participantes), o Trigo Limpo teatro ACERT realiza, regularmente, criações teatrais de rua de que são exemplos marcantes: ”Os Cavaleiros” (1990), “Brincando com o Fogo”, (1993), “Faldum” (1996), “Augaciar” (1999), “Transviriato”, “Num Abril e Fechar d’Olhos” (2004) e “Em Paz” (2006).

Há, no entanto, uma experiência criativa catalisadora de toda esta actividade teatral: “Memoriar”, máquina de cena participante na Peregrinação da EXPO’98 e Expo Hannover 2000. O “agigantar” do “Ciclista” brinquedo tradicional de madeira.

Em 2008, o agigantar um outro brinquedo tradicional – a Pombinha —, engenho cénico “Golpe d’Asa” que se apresentou na EXPO Saragoça’08.

Em 2009, o Trigo Limpo teatro ACERT em co-produção com o Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua/Festival Imaginarius, de Santa Maria da Feira, construiu mais um engenho cénico em madeira, baseado na figura do Pinóquio: “A Fantástica Aventura de uma Criança Chamada Pinóquio”.

Todos eles, perfeitamente ambulantes.

Quase uma centena de espectáculos estreados, digressões por todo o território nacional e muitos países do mundo, a par da dinamização artística e comunitária do Novo Ciclo ACERT, marcam distintivamente o Trigo Limpo teatro ACERT no panorama teatral português.

 

A VOAR SE BRINCA EM FEIRA COM ASAS

Uma criação teatro-musical de rua no ano de celebração dos 35 anos

Mais uma criação artística do Trigo Limpo teatro ACERT em ano de celebração dos 35 anos.

Um projecto criado propositadamente para a Feira de S. Mateus que o acolhe. Uma aventura teatro-musical com engenhos cénicos que, num Golpe d’Asa, nascem na folia da Feira que, desde 1392, constitui um dos maiores acontecimentos congéneres de Portugal. Seiscentos e dezanove anos depois, a Feira vai voar num carrossel de animação, demonstrando que a cultura e a arte são áreas com um papel determinante no cruzamento entre tradição e modernidade.

A equipa do Trigo Limpo teatro ACERT celebra um namoro artístico com duas dinâmicas associações do Distrito: Tribal – Grupo de Teatro de Paços de Silgueiros e ZunZum – Associação Cultural (Viseu), numa conjugação de sinergias criativas que pretendem corresponder ao anseio da Direcção da Feira em projectar o acontecimento com inovação.

SOBRE O ESPECTÁCULO

“Uma Pomba Gigante” vem à Feira de S. Mateus festejar. Num Golpe d’Asa surpreende a Fanfarra Columbina e os Feirantes que vendem imaginação ao desbarato que, a seu ver, é uma poção mágica para tempos de crise.

Tamanha aparição, sendo inesperada, cedo se mostra indispensável para fazer voar ideias, descobertas e melodias.

A Pomba Gigante põe ovos de criatividade que passam de mão em mão entre os visitantes. São maciços para que cada um choque os ovos no ninho que constrói de modo a não poder dizer: “A galinha da minha vizinha é melhor do que a minha”, nem “contar com o ovo nu cu da galinha (Pomba)”. 

O (P)ovo entra em euforia perante o acto insólito da Pomba Grande fazer criação ali mesmo, na Feira, de forma pública. Dois filhotes nascem e iniciam o voo por entre farturas, carrinhos de choque, algodão doce, vinho do Dão e bifanas. Sim, porque os recém-nascidos preferem as iguarias regionais, pois sabem que “o primeiro milho é para os pardais” e não para columbófilas criaturas.

Os Feirantes e Fanfarra maravilham os forasteiros com a magia sonora dos seus inventos. Têm soluções imaginativas que receitam e põem à disposição de todas as bolsas. Sim, porque a imaginação não paga IVA. À fome dão farturas, porque “as tristezas não pagam dívidas” e o “barco parado não faz viagem” mesmo sabendo que “as aves de rapina não cantam” e que há que estar atento, pois “palavras, leva-as o vento”.

Uma forma de acreditar e comprovar que “A Voar se brinca em Feira com Asas”.  

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

Direcção Artística e Dramaturgia – José Rui Martins

Actores, Maquinistas e Técnicos – Ana Morgado, Cajó Viegas, Carlos Fernandes, Christian Santos, Daniela Fernandes, Francisca Barros, Inês Roque, Ilda Teixeira, Isa Rodrigues, Joana Sevivas, João Nascimento, José Magalhães, José Rui Martins, Lúcia Barros, Lúcia Roque, Luís Viegas, Márcia Leite, Marina Raquel, Miguel Torres, Paulo Neto, Paulo Matos, Pompeu José, Rafaela Vidal, Raquel Costa, Rogério Bento, Rui Pêva, Rui Ribeiro, Ruy Malheiro, Sandra Santos e Victor Rodrigues.

Música – Rui Lúcio

Músicos – Fek (Tuba), João Vilão (Trompete), Rodrigo Cordeiro (Percussão), Tiago Correia (Saxofone) e Tiago Mendes (Trombone).  

Cenografia e design gráfico – Zetavares

Mecânica Cenográfica – Manuel Matos Silva

Construção de mecanismos – Manuel Matos Silva e Rui Ribeiro

Oficinas – Escola Profissional de Tondela

Carpintaria – Carmoserra e António Rebelo do Amaral

Pintura cenográfica – Cláudia Barato e Piorra

Recolha e adaptação de textos – José Rui Martins

Figurinos – Ruy Malheiro | Trigo Limpo teatro ACERT

Costureira – Lurdes Pereira da Silva

Fotografia – Carlos Teles, Foto RAF

Vídeo – Zito Marques

Sonorização – Publiferrão

Secretariado e Gestão – Irene Pais, Paula Pereira, Rosa Marques e Rui Vale

Produção Geral – Marta Costa e Miguel Torres

Produção Expovis – Paula Soares

Agradecimentos – Ana Pires, Ana Rocha, Juliana Martins, Manuel da Rocha Ferreira, Carlos Mendonça, Lizete Lemos, Miguel Rodrigues, José Carlos Coimbra, Pedro Pais de Brito e Tondagro.

C.

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