Portugal – Finlândia – Jogo de Qualificação
Futebol Feminino – Jogo de qualificação
Portugal, 0 – Finlândia, 1
Portugal: Neide Simões, Kimberly Brandão, Sílvia Rebelo, Sónia Matias, Sílvia Brunheira, Cláudia Neto, Edite Fernandes (cap), Carla Couto, Dolores Silva, Inês Borges e Ana Borges
Substituições: Sílvia Brunheira por Sofia Vieira (76m) e Carla Couto por Paula Cristina (87m)
Suplentes não utilizadas: Eugénia Moniz, Carole Costa, Mónica Gonçalves, Eugénia Moniz, Emily Lima e Ana Valinho
Treinadora: Mónica Jorge
Finlândia: Tinja-iika Korpela, Petra Vaelma, Tuija Hyyrynen, Miia Niemi, Tiina Salmén (cap), Essi Sainio, Laura Kalmari, Anna-Kaisa Rantanen, Annica Sjolund, Anna Westerlund e Linda Sallstrom
Substituições: Miia Niemi por Maija Saari (45m), Essi Sainio por Katri Nokso Koivisto (75m) e Anna-Kaisa Rantanen por Sanna Malaska (83m)
Suplentes não utilizadas: Minna Meriluoto (gr), Susanna Lehtinen, Maiju Hirvonen, e Jaana Lyytikainen
Treinadora: Michal Kald
Jogo no Estádio João Cardoso, em Tondela
Árbitro: Alexandra Ihringova, de Inglaterra
Auxiliares: Natalie Walker e Elisabeth Simms
4º Árbitro. Márcia Pejapes, de Portugal
Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Maija Saari (51m)
Acção disciplinar. Catão amarelo para Sílvia Brunheira (26m) e Tinja-iika Korpela (79m)
Falta de concentração na finalização foi determinante
Tondela não foi talismã para a selecção Nacional A feminina, que perdeu frente à Finlândia no segundo jogo de Portugal a contar para a fase de apuramento para o Mundial da Alemanha de 2001. Um golo no início do segundo tempo permitiu à Finlândia levar os três pontos, numa partida em que o maior poderia físico das nórdicas acabou por ser decisivo.
Ainda assim, o resultado acaba por ser injusto para a equipa nacional, que, contudo, só pode queixar-se de si própria. A 10 minutos do final do encontro, Sofia Vieira, recém entrada, sofreu falta da guarda-redes na grande área. No “confronto” imediato, da marca de grande penalidade, Sofia Vieira atirou por cima do travessão.
Para esta partida Mónica Jorge apostou num 4x2X3x1, preenchendo o meio campo, onde as nórdicas dispunham de maior poder físico, deixando Edite Fernandes como unidade mais adiantada. Por sua vez a Finlândia respondia num claro 4x3x3, com Annica Sjolund a ser a pivot da manobra ofensiva.
O jogo começou sob o signo do equilíbrio, com a turma portuguesa a mostrar muita concentração, em especial na defesa, não permitindo espaços a Annica Sjolund e companhia.
A primeira ocasião de perigo pertenceu à turma das Quinas, com Carla Couto, do meio da rua, a arrancar um remate que saiu junto ao poste esquerdo da baliza contrária.
O jogo estava repartido, disputado nos dois meios campos, com a formação nórdica a procurar pausar o jogo, mas a mostrar-se inofensiva na hora de atirar à baliza de Neide Simões. Prova disso a impaciência e preocupação que o técnico Michal Kald mostrava no banco.
Portugal procurava ir à baliza contrária pela certa. Aos 23 minutos Carla Couto falhou o remate à baliza, após mais uma boa jogada da turma portuguesa. Só aos 27 minutos a Finlândia conseguiu estar perto do golo, com Tinna Salmen a atirar de cabeça por cima do travessão, numa boa jogada do seu ataque.
Os últimos 10 minutos do primeiro tempo pertenceram à turma nacional, que por duas vezes esteve perto do golo. Aos 40 minutos, Ana Borges, depois de escapar a uma defesa e à guarda-redes, e já de ângulo difícil, atirou ao travessão da baliza finlandesa. No último minuto da primeira metade, foi Edite Fernandes a não conseguir o desvio à boca da baliza, após um cruzamento de Sílvia Rebelo.
Quem não marca… sofre e logo no início do primeiro tempo a Finlândia chegou ao golo através da recém entrada Maija Saari, numa jogada de alguma confusão na área portuguesa.
A equipa das Quinas sentiu o golo, em contrapartida com as finlandesas que passaram a jogar de forma mais pausada e tranquila. Aos 55 minutos foi Neide Simões que teve que se aplicar, num remate de meia distância. A resposta da turma portuguesa chegou aos 59 minutos, na sequência de um livre apontado na esquerda por Carla Couto, mas o remate de Sónia Matias saiu fraco à figura da guarda-redes nórdica. A meia do segundo tempo, a quebra física das jovens portuguesas fez-se sentir, com a Finlândia a controlar a partida.
À entrada do último quarto de hora Mónica Jorge fez a primeira substituição, fazendo entrar a “espanhola” Sofia Vieira, que haveria de tirar uma grande penalidade sobre a guarda-redes, mas na marca de 11 metros atirou por cima do travessão.
Um assento de simpatia para a guarda-redes Neide, do Escola Futebol Clube de Molelinhos, pela sua excelente prestação.
Arbitragem irrepreensível do trio britânico.
“Resultado injusto”, diz Mónica Jorge
No final da partida Mónica Jorge mostrou-se “orgulhosa” com a prestação das suas jogadoras, afirmando que tinha sido “um resultado injusto”, pois “apesar da Finlândia ter tido o domínio do jogo, tivemos mais e melhores oportunidades de golo”, justificando o resultado “com o maior poderio físico “ da equipa nórdica.
A seleccionadora nacional mostrou-se convicta de que “temos uma selecção de futuro, que vai continuar a crescer”. A terminar Mónica Jorge agradeceu ao público tondelense que como sempre, apoiou exaustivamente a nossa selecção.
José Luís Araújo / Amorim Lopes
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