O GALFARRITO
Tal como tinha prometido, aqui trago a tradução da história do galfarrito no galrramento molelense, que escrevi na semana passada, não sem antes rectificar que onde se leu “torréoas” será “torrépias” e “sapiênia” será “sapiência”.
Agora sim, a tradução livre dessa história antiga:
“O RAPAZITO
Sete horas da manhã, o rapazito com os olhos ainda de dormir, come uma malga de caldo e descalço e com a bolsa às costas, lá vai para o trabalho, numa terra na encosta da serra.
Ao chegar ao trabalho o rapazito, juntamente com outros rapazes, fazem uma fornada de massa para os velhos caiadores chaparem com a colher no andaime.
Quando o meio-dia chegava, já o rapazito tinha o comer feito para os caiadores, em panelas de barro preto, com batatas, couves e bacalhau e feijões com chouriça e arroz.
Depois, à tarde, já com duas ripeiradas no rabo, o rapazito lá continua acartar a massa feita de cal e cimento, com o coxo na cabeça.
À noite, já com os caiadores a voltarem a casa nas bicicletas, o rapazito ainda come uma sardinha salgada, com pão de milho e mais uma vez, a caminhar descalço, volta à velha casa, roubando pelo caminho cachos e maçãs e bebendo água de uma garrafa”.
Nota: Agora, se guardou a “Folha de Tondela” da semana passada, confira esta história fictícia.
À GRANDE CABEÇA
Com cerca de três quilos e um diâmetro fora do normal, apareceu por aqui uma cabeça de nabo, que faz com que a gente fique admirada com os fenómenos da Natureza.
Macarinho
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