NAIA (CANAS DE SANTA MARIA) ABERTURA DE PAVILHÃO COMERCIAL

Luís Ferraz, morador na Naia, constituiu uma empresa em nome individual, dedicada à actividade de venda de material eléctrico e electrónico, equipamento agrícola, rações, sementes, farinhas, mas também tintas para construção, estas em parceria com uma fábrica local. Outra vertente será a dos sistemas de segurança, alarmes, sistemas de alarme contra incêndios, entre outras áreas que pensa abranger e desenvolver. De momento e para começar, há já contactos com empresas do ramo da instalação eléctrica para trabalho em parceria.

Naquela povoação, em frente das bombas de combustíveis, está já erguido um amplo pavilhão para concentrar as suas actividades. Para o conhecimento e divulgação destas actividades serão, numa primeira fase, utilizadas as novas tecnologias de informação, mas sem pôr de parte outras formas de publicidade.

Outra forma de divulgação e de venda será através de uma Loja Virtual, pela internet. Irá, assim, através de um protocolo ainda não bem definido, vender também computadores a preços mais competitivos que os que habitualmente se encontram no mercado, recorrendo a meios operativos que permitam não só a operacionalidade como o baixo custo.

Há também contactos com a Cofidis para uma parceria de financiamento aos seus potenciais clientes.

A grande originalidade da empresa residirá, sobretudo, na Loja Virtual, através da qual será vendida uma parte dos seus produtos, ainda que sem deixar de ter relevância a venda tradicional, principalmente no ramo agrícola. Por outro lado, a reparação de computadores e electrodomésticos será também meta a atingir, logo que seja possível recrutar pessoal especializado.

A loja destina-se quer a empresas, quer ao público em geral. Ainda no seu inicio, mas Luís Ferraz pensa dinamizá-la dentro dos seus próprios meios, já que não obteve ajuda ou apoio por parte de qualquer entidade, ainda que os tenha tentado, mas, como nos disse, a sua proposta não se enquadrava nos possíveis apoios, uma vez que estes se destinam sobretudo à exportação.

Mesmo sem quaisquer incentivos, Luís Ferraz decidiu correr o risco, até porque acredita que, passada a crise, Portugal terá futuro.

Embora com áreas muito distintas de actuação, a ideia reflecte, sobretudo, o desejo de inovação na forma tradicional de fazer comércio, o que é louvável.

Por isso lhe desejamos o melhor futuro.

Jorge A. Leitão/ Rita Cunha

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