Festa a Santo Antão

Sendo 17 de Janeiro o dia que assinala a morte de Santo Antão e sempre que este dia venha a coincidir com dia da semana, é celebrada a festa ao Santo, no domingo a seguir. Foi no passado Domingo dia 23, que os Caparrosinhences fizeram a festa ao seu Santo. O Antão. O Padre Felisberto que presidiu, á missa, que teve lugar ás 11H30, referiu-se ao Santo Antão e aos 17 séculos desde o seu nascimento aos dias de hoje e que a fé, ainda se não apagou.” Pois que comunidade de Caparrosinha continua a perpetuar a crença e a fé no Santo.”

O grupo coral cantou bonitos e afinados cânticos, abrilhantando a festa. A igreja estava muito bem arranjada, em que as senhoras não quiseram deixar tal acto em mãos alheias.

Santo Antão, cognominado o Grande Patriarca dos cenobitas, filho de pais piedosos e ricos, nasceu no ano 251, em Comã no Egipto e revelou desde a infância grande desejo da perfeição religiosa. Antão perdeu seus pais aos 20 anos, e daí que se refugiou no deserto onde coabitava lado a lado com os animais.

Antão morreu a 17 de Janeiro de 356, com a idade de 105 anos. Seu corpo repousa na igreja de S. Julião, em Arles. Antão deixou-nos alguns ensinamentos: “ Nada pode haver mais útil para o cristão, do que pensar todos os dias: Hoje estou a começar a servir a Deus, e o dia de hoje pode ser o meu último”. 

O dia apresentou-se sem nuvens, e com sol, mas com muito frio e vento forte. A festa correu nos moldes dos anos anteriores respeitando e mantendo a tradição. O leilão teve início pelas 14horas, sendo muito participativo. O largo da rua estava praticamente cheio e as oferendas ao santo nomeadamente os pés de porco, não chegaram para a procura. As chouriças acabaram por ser assadas e saboreadas no local. Os galináceos foram leiloados, por um preço muito aquém do seu próprio valor. O vinho e a broa caseira ajudaram á festa, com cebola á mistura. A Beatriz vestida a rigor aos tempos antigos apresentou para leilão um cesto em vime com chouriças, pés de porco, vinho, cebolas, que foi bem disputado o seu preço. A noite chegou e o frio não nos desamparou, não fosse a fogueira, e o pipo a aquecer os mais frios. Pois houve mesmo quem aquecesse das duas maneiras.

Os mordomos do Santo Antão; Júlio Figueiredo e Paulo Oliveira e da Nossa Senhora da Conceição; João Carlos de Figueiredo e José Duarte Silva, estão de parabéns pelo trabalho desempenhado, mantendo a tradição. Os próximos mordomos para o ano seguinte são: Manuel António Gomes e Carlos Manuel Lopes. 

C.

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