DIA DO HOLOCAUSTO

Assistiu-se mundialmente, no passado dia 27 de Janeiro, às cerimónias comemorativas do 65.º aniversário da libertação do maior campo de concentração de trabalho escravo e de extermínio nazi, o campo de Auschwitz, cenário de uma das maiores matanças da História, onde cerca de um milhão de judeus perdeu a vida.

A Nações Unidas designou, em 2005, esta data oficial como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto ou da Shoah de forma a prevenir a repetição deste hediondo morticínio. 

A Escola Secundária de Tondela, no âmbito da disciplina de Área de Projecto, assinalou igualmente este importante acontecimento, tendo para tal um grupo de alunos da turma do 12.º A organizado uma palestra subordinada ao tema “ Holocausto: um Futuro que não pode esquecer o Passado”.

A palestra decorreu no Auditório Municipal de Tondela tendo como oradores o Dr. António Vale Ribafeita e o Conselheiro da Embaixada de Israel, Dr. Amir Sagie.

Na iniciativa marcaram presença um elevado número de alunos, vários docentes e o respectivo Director Executivo, Dr. Júlio Valente.

De modo a contextualizar a cadeia de acontecimentos que desembocaram nas atrocidades do Holocausto, o Dr. Vale começou por explanar as principais etapas da Segunda Guerra Mundial.

No colóquio, salientou-se que a maioria dos sobreviventes do Holocausto, cada vez mais já não pertence ao número dos vivos e começa a discutir-se como preservar as suas memórias, existindo o perigo desta História se desvanecer no passado distante ou de ser apagada.

O Dr. Sagie explicou que a Shoah foi o pico das muitas perseguições ao povo hebraico ao longo dos tempos, mas que um novo anti-semitismo contemporâneo dissimulado de teorias revisionistas de negação, de ilegitimação do direito de existência do Estado de Israel e ameaças à sua aniquilação, são a expressão da crescente onda de racismo e intolerância, face às quais reina a apatia da generalidade da comunidade internacional, nomeadamente na ONU.

O Estado fortaleza de Israel dá a oportunidade ao povo judeu de usufruir de valores democráticos, mas também a garantia de não voltar a haver um novo holocausto; daí o seu constante envolvimento em acções militares de autodefesa.

Citamos as palavras do embaixador de Israel em Portugal Dr. Ehud Gol ao salientar que “a luta contra o anti-semitismo não é apenas um assunto judaico, mas um desafio global que afecta pessoas de todas as nações e que isso mesmo deve ser percebido pela comunidade global.”

 Antes da memória viva desaparecer é primordial educar e sensibilizar as novas gerações com as lições da Shoah, de modo a acautelar e evitar outros genocídios étnicos à escala da Solução Final.

Jorge Humberto Gomes

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