COMEMORAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA CERIMÓNIAS DO 371º ANIVERSÁRIO
As comemorações da Independência de Portugal foram realizadas muitos anos sem qualquer interrupção até que a partir de Abril de 1974 deixaram, em muitas terras do País, de merecer qualquer cerimónia sem que para isso houvesse uma explicação. Trata-se de uma comemoração patriótica em honra de um facto histórico que enobrece Portugal e os Portugueses.
Tondela foi uma das localidades onde deixou de se dar valor à gesta heróica de 1 de Dezembro de 1640, em que “Valentes Guerreiros nos deram Li
vre a Nação”, até que um pequeno grupo de patriotas resolveu reiniciar as cerimónias em honra dos 40 Conjurados que, à custa da própria vida restauraram a independência de Portugal.
Ao longo destes últimos anos, as comemorações voltaram a ser efectuadas sem qualquer interrupção como aconteceu no passado dia 1 de Dezembro, Feriado Nacional precisamente em honra da Gesta Heróica de 1640.
Segundo o que já veio a lume, foi a última vez que este Feriado foi festejado no dia próprio como estava determinado, sendo um dos quatro que passam para o domingo.
Quanto à cerimónia, teve cerca de 30 presenças, com concentração no Largo 1º de Maio pelas 11H00, sendo deposta uma palma de flores e uma significativa mensagem no Padrão da Independência, em memória dos Heróis de 1640 e de todos os que ao longo dos tempos têm defendido a Pátria, alguns à custa da própria vida. Destes actos se encarregou o membro da Comissão 2011, Eduardo Henriques Basílio.
A. A. Lopes foi o responsável pela palestra alusiva à efeméride, tendo centrado a sua intervenção no facto do importante Feriado deixar de ter data fixa, passando para o domingo, o que equivale a dizer que foi suprimido. Quanto à Gesta dos heróis de 1640, lembrou a audácia dos 40 Conjurados que conseguiram corajosamente impor-se ao jugo estrangeiro que governava Portugal, colocando no trono D. João IV, apesar de só 28 anos depois ter sido assinado o almejado tratado de paz.
Como sempre acontece, as cerimónias naquele local terminaram com o entoar do Hino da Restauração.
Em seguida efectuou-se a habitual romagem ao Cemitério Municipal de Tondela tendo sido
colocada na pedra tumular uma palma de flores e igual mensagem à do Padrão da Independência.
Coube a Álvaro Coimbra Neves dirigir a cerimónia, lembrando o significado desta romagem ao campo santo em homenagem a todos os que nos precederam na “grande viagem”. Em memória dos que ali, ou noutros locais, descansam no sono eterno proferiu sentidas orações, acompanhado por todos os que tomaram parte na romagem.
Comemoração sem almoço convívio não estaria completa e assim um pouco antes das 13 horas todos os disponíveis se encaminharam para o Restaurante S. Barnabé, para um apetecível e completo cozido à portuguesa, além de outras iguarias. Um bom pedaço de tarde foi ali passado na melhor das harmonias e boa disposição para a qual muito contribuiu a habitual e alegre contribuição do Francisco Sales no acordeão, do António Silva na percussão e o Joaquim Figueiredo noutros sons (pandeireta). Entretanto foi mais uma vez entoado por todos o Hino da Restauração.
O Eduardo Henriques Basílio, que praticamente organizou sozinho todas as actividades de 2011, deu a saber as mensagens que foram recebidas de colegas que costumam marcar presença mas que este ano não se puderam deslocar a Tondela.
Prestes a terminar a confraternização gastronómica, foram eleitos os responsáveis da Comissão 2012, recaindo no Adelino Coimbra Augusto, Álvaro Coimbra Neves e Ventura Brás da Costa.
António Amorim Lopes
Related posts:


