CARLOS MARTA CANDIDATA-SE À F.P.F. – PELO FUTEBOL, POR PORTUGAL –
Homem do futebol e desde há muito ligado ao desporto, onde tem exercido funções de relevo, Carlos Marta, também Homem político servindo uma Causa e actualmente Presidente da Câmara Municipal de Tondela com obra realizada, anunciou a sua candidatura a Presidente da FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL, no passado dia 21, na sede daquela organização. E fê-lo precisamente naquele local, como disse, por ser ali a
“casa do futebol português”.
Com a sala completamente cheia de amigos, instituições do futebol, individualidades apoiantes e comunicação social, escrita e audiovisual, Carlos Marta deu a conhecer os pontos fortes em que vai basear-se essa candidatura.
Desde logo anunciou ser para ele uma honra poder contar com Fernando Seara para a presidência da Assembleia Geral, um amigo mas também uma pessoa com largo currículo nesta área.
Depois de saudar os presentes, que eram muitos a mostrarem a sua solidariedade, e cumprimentar a comunicação social, ali diversificada e em tão grande número, Carlos Marta, disse que “instado para concorrer e depois de uma ponderação séria, entendi que estavam reunidas as condições para aceitar o desafio de ser o futuro Presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Candidato-me assim a este importante cargo do desporto associativo, consciente da responsabilidade e das dificuldades, sobretudo numa altura grave da situação económica do país. Contudo, as dificuldades que iremos encontrar, são ao mesmo tempo um estímulo para testarem a nossa capacidade de liderança e um desafio para o caminho do futebol. Não sou candidato contra ninguém; sou candidato para que o futebol seja mais forte. Sou candidato pelo futebol. Sou candidato por Portugal”.
PRIORIDADES ESTRATÉGICAS
Após mais algumas considerações sobre a razão da sua candidatura, Carlos Marta, definiu dez itens de prioridades que irão definir a sua actuação como Presidente da Federação Portuguesa de Futebol .
Pano de Desenvolvimento para o Futebol Português – Alargar a base de competição; ir mais longe; envolver crianças e jovens; generalização do futebol de rua; verbas diferentes, devidamente registadas nos orçamentos.
Selecções Nacionais – Preocupação crescente da imagem de Portugal; total e inequívoco apoio ao seleccionador nacional; Promover que o Complexo do Jamor seja a “Casa do Futebol Nacional”.
Reformulação dos Qu
adros Competitivos – Promover o diálogo nesse sentido.
Sustentabilidade Financeira da Federação Portuguesa de Futebol – Reconhecimento do Governo para toda a acção e objectivos; Atracção das empresas.
Realização em Portugal de grandes Competições de Futebol – Promover um amplo apoio, a todos os níveis, para a realização em Portugal de grandes competições internacionais.
Relações institucionais – Dinamizar e alargar relações institucionais nos vários parâmetros de actuação, nas quais cabe, naturalmente a comunicação social.
Valorização do Futebol Nacional – Marcar a diferença pela valorização em todo o seu âmbito com um trabalho em conjunto.
Parceria Estratégica com a Liga Portuguesa de Futebol Profissional – Trabalho em conjunto para que o futebol profissional seja cada vez mais de qualidade.
Centenário da Federação Portuguesa de Futebol - Assinalar condignamente a data. Propor Gilberto Madaíl para Presidente Honorário.
Verdade e Celeridade Desportiva – A transparência em todos os actos; a celeridade nas resoluções; a confiança nos árbitros para a sua responsabilização. Para isso, um Presidente a tempo inteiro.
COMPROMISSOS
Foram também diversos os compromissos que Carlos Marta desde logo assumiu e assumirá se for eleito:
Lutar com todas as forças para que o Governo e a Assembleia da República legislem no sentido de ser criado o estatuto de dirigente benévolo; Assegurar que uma percentagem das receitas seja aplicada no Plano de Desenvolvimento do Futebol Português; Cumprir a tempo e horas os contratos de parceria;
Trabalhar com a Liga Portuguesa de Futebol Profissional e com todos os agentes do futebol;
Rever os protocolos de financiamento com a Liga Portuguesa de Futebol Profissional, tendo em conta a nova realidade desportiva; Entrega anual (assim como todos os elementos eleitos na Lista) de declaração com registo de interesses e património;
Na defesa dos superiores interesses do futebol português, e no respeito pelo consagrado estatutariamente, assumir publicamente o princípio de total autonomia administrativa e técnica do sector da arbitragem e o total apoio a uma lista independente e autónoma, liderada pelos árbitros e sua Associação de Classe, na qual o sector se reveja em termos de qualidade, competência e profissionalismo, assumindo total empenho na valorização, autonomia e respeito pela arbitragem nacional.
Com esta posição, Carlos Marta procura marcar um novo tempo. Princípios que serão acrescentados com um conjunto de outras iniciativas e propostas divulgadas a seu tempo na defesa de bases fundamentais como a transparência, credibilidade e responsabilidade, deixando bem claro que a candidatura foi bem ponderada e face aos apoios recebidos. Reiterou que exercerá o cargo a tempo inteiro, logo deixando as actuais funções; que não se candidataria se Gilberto Madail ou Fernando Seara estivessem na “corrida” e que a autonomia dos árbitros é compromisso que assume inteiramente.
“Folha de Tondela”, reconhecendo a capacidade, conhecimento e carisma de Carlos Marta para o lugar, sentirá também orgulho em ver um tondelense em tão alto cargo do desporto.
Jorge A. Leitão
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