Bispo da Diocese benzeu a nova capela do Senhor do Calvário

No sábado, pelas 21 horas, o bispo benzeu a nova capela mandada construir em 1926, mas cuja construção esteve parada mais de 50 anos. As obras acabaram por serem concluídas graças à vontade de um homem, Almiro Lopes Simões que até ao fim dos seus dias fez da devoção ao Senhor do Calvário uma das causas da sua vida.

A realização da Santa Missa serviu para aproximar ainda mais o povo da igreja, e a vontade dos homens com a soberania de Deus. D. Ilídio Leandro, coadjuvado pelo padre Arnaldo, pároco da freguesia, e pelo anterior pároco, padre Barranha, na homilia salientou o significado do sentido religioso do legado do Senhor do Calvário, que é o Mistério e Paixão do Senhor.

Mas mais importante do que as palavras são os actos e o mar de gente que encheu por completo o Senhor do Calvário demonstrou que o momento era de paz, alegria e sobretudo aguardado com a expectativa natural de quem que queria ver um desejo cumprido de oitenta anos.

No final da missa, o padre Arnaldo ajustou o momento, à vontade de fazer alguns agradecimentos a começar pelo vigário episcopal padre Barranha, mas também à presença da família do Sr. Almiro Lopes Simões já falecido, ao Dr. António Figueiredo, como um dos maiores defensores da tradição do Senhor do Calvário, os advogados, Daniel Andrade e Conceição Gomes e Afonso, ao Sr. António Pratas que preparou toda a documentação legal da posse das capelas.

O padre Arnaldo não esqueceu o poder político a começar pelo presidente do Município de Tondela, Carlos Marta, representado no acto pelo vice-presidente, José António de Jesus, o presidente da Junta de Freguesia da Lajeosa do Dão, António Pereira e toda a população que ele representa, para além dos membros da Fábrica da Igreja.

A seguir iniciou-se a procissão com o Senhor do Calvário e outros andores, até à igreja matriz. No Domingo as 10h realizou-se missa seguida de procissão ate a capela do calvário.

As pessoas que transportavam o Senhor do Calvário iam-se substituindo, atenuando o esforço titânico que foi enfrentar o final da manhã nestas circunstâncias, num dos dias mais quentes do ano, mas que teve a particularidade de ter muita juventude disponível para colaborar nesta tarefa. 

Duas bandas filarmónicas fizeram o acompanhamento musical e a GNR a cavalo seguiu à frente da procissão, dando um toque especial à romaria que teve duas paragens para dar cumprimento a uma tradição que é mantida a de ofertar o Senhor do Calvário e a Senhora das Necessidades com dinheiro para ajudar a fazer face às despesas inerentes à realização da festa.

Nas ruas cravadas de gente as pessoas recebiam das janelas das casas decoradas com as colchas de renda, as pétalas das flores, uma tradição que se mantêm e que transforma também a realização destas festividades em algo que há quem agora contextualize como sendo uma das principais demonstrações de turismo religioso.

A procissão chegada à capela ganha um significado especial porque o padre faz questão de dar especial ênfase à capela pequenina da ermida, junto da maior benzida no dia anterior pelo Senhor Bispo D. Ilídio Leandro destinada à missa e devoção.

C.A.P.

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